O SEGUNDO MANDATO DE BEZERRA

Em 1894, Angeli Torteroli fundou outra entidade aglutinadora, paralela a FEB e majoritariamente “científica”, o Centro da União Espírita de Propaganda no Brasil (doravante citado como CUEPB). Os febianos Augusto Elias, Ernesto Silva e Bezerra de Menezes são convidados para diretores da nova instituição e, supreendentemente, aceitam o encargo. Após a posse da diretoria, o CEUPB convoca e instala o Congresso Espírita Permanente.

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OS ORIXÁS COMO ESPÍRITOS SUPERIORES

Segundo o livro REGISTROS DE UMBANDA de Renato Dias (edição do autor), os seguidores do Caboclo das Sete Encruzilhadas, fundador oficial da Umbanda, consideram que os orixás não são divindades ou manifestações diferenciadas de Deus, mas espíritos que alcançaram um elevado nível de evolução espiritual (p. 91).

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OS ESPÍRITAS LAICOS E A CAMPANHA PELA ESPIRITIZAÇÃO

No final da década de 70 do século passado, a UMES – União Municipal Espírita de São Paulo estava sob o comando de um grupo de espíritas laicos. Os espíritas autodenominados laicos são os espíritas que não aceitam que o Espiritismo seja uma religião ou tenha um aspecto religioso.

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AS PRIMEIRAS CASAS AGLUTINADORAS

A primeira tentativa de unir o movimento espírita brasileiro foi feita pela Sociedade Acadêmica Deus, Cristo e Caridade ao promover o 1º. Congresso Espírita Brasileiro em 06/09/1881.

Nesse congresso, foi criado o Centro da União Espírita do Brasil, com a finalidade de congregar os centros espíritas existentes. A instituição foi instalada em 03/10/1881, sob a presidência do “científico” Angeli Torteroli. Infelizmente, porém, o Centro da União acabou não tendo o sucesso esperado.

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Naquela época, o movimento espírita carioca apresentava uma divisão entre “místicos” e “científicos”. Os primeiros supervalorizavam o aspecto religioso da doutrina espírita. Os segundos entendiam o Espiritismo como ciência e filosofia. Além desses duas correntes, existia um pequeno grupo que se situava num ponto equidistante entre as duas correntes majoritárias.  Além desse desacordo, existia outra divergência importante. Os “místicos” defendiam a obra OS QUATRO EVANGELHOS de J.B. Roustaing, enquanto os “científicos” não a aceitavam.

Em 1882, a Sociedade Acadêmica Deus, Cristo e Caridade, uma instituição com maioria “científica”, produziu e publicou a primeira tradução de A GÊNESE de Allan Kardec em língua portuguesa. No início do livro, a diretoria da Sociedade colocou a seguinte nota:

“… conquanto alguns condiscípulos mostrassem o desejo de que modificações fossem feitas em certos pontos deste volume, de acordo com as idéias manifestadas na obra OS QUATRO EVANGELHOS (…), publicamos a presente tradução de A GÊNESE sem a mínima alteração e mesmo sem anotações (…). A Sociedade Acadêmica julga que não lhe assiste, como a ninguém, o direito de alterar o plano e menos ainda as bases fundamentais (…) das obras publicadas pelo nosso mestre…”.

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Em 1884, Elias da Silva, o criador do jornal REFORMADOR, fundou outra casa com finalidade aglutinadora, a FEB – Federação Espírita Brasileira. O cargo de presidente ficou com o Marechal Ewerton Quadros e o REFORMADOR passou a ser o periódico da casa.

Em 1889, Ewerton Quadros foi transferido para Goiás e Bezerra de Menezes foi eleito para a presidência da FEB. Após assumir o cargo, Bezerra convocou um congresso, que realizou-se em 31/03/1889. Nesse evento, compareceram 34 centros, que decidiram criar uma outra sociedade unionista, desprezando a FEB como entidade agregadora. Bezerra foi eleito presidente da nova instituição, que é chamada apenas de Centro por Canuto Abreu.

Em 1890, Bezerra passou a presidência da FEB para Dias da Cruz para dedicar-se exclusivamente ao Centro. Entretanto, a nova instituição não teve o apoio aguardado por Bezerra. Com o fracasso do Centro, Bezerra deu o projeto por encerrado e passou a frequentar exclusivamente a reunião mediúnica chamada de Grupo Ismael, que funcionava dentro da FEB e era o reduto dos espíritas “místicos” e onde se estudava a obra de Roustaing com ardor.

BIBLIOGRAFIA:

BEZERRA DE MENEZES, Canuto Abreu, 1ª. edição, FEESP.

ESBOÇO HISTÓRICO DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA, 2ª. edição, FEB.