KARDEC E A GERAÇÃO ESPONTÂNEA DE MICRORGANISMOS E ANIMÁLCULOS – PARTE 3

Nos Itens 20, 21, 22 e 23 do Capítulo 10 do livro A GÊNESE, Kardec emite sua opinião pessoal sobre a teoria da geração espontânea.

Como já vimos, a questão da geração espontânea ainda não estava resolvida no tempo de Kardec, como ele próprio informa:

“… em nossos dias formam-se espontâneamente seres orgânicos, unicamente pela união dos elementos, sem o concurso de germes preliminares que fossem produtos da geração normal? Em outras palavras, sem pai nem mãe?

Os partidários da geração espontânea respondem afirmativamente, e se apoiam sobre observações diretas, as quais parecem ser conclusivas. Outros pensam que todos os seres vivos se reproduzem uns dos outros e se apoiam sobre este fato, constatado pela experiência, de que os germes de certas espécies vegetais e animais, estando dispersos, podem conservar uma vitalidade latente durante um tempo considerável, até que as circunstâncias sejam favoráveis à sua eclosão.”

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Kardec demonstra simpatia pela tese da geração espontânea, afirmando que ela poderia elucidar o aparecimento dos microrganismos e animálculos existentes na atualidade e o surgimento dos primeiros seres vivos do planeta.

Aqui, existe um problema semântico. Como, na época, não existia uma teoria para explicar o aparecimento dos primeiros seres vivos, nem, tampouco, um nome para essa teoria, Kardec usa a expressão geração espontânea para se referir a duas coisas distintas. Aliás, isso já tinha acontecido na Questão 46 de O LIVRO DOS ESPÍRITOS. Hoje, existem as expressões teoria heterotrófica ou teoria da evolução química ou teoria da evolução molecutar para nominar a tese do surgimento dos primeiros seres vivos, a partir de matéria inorgânica.

Como já informei, a análise do surgimento da vida no planeta, sob a luz do Espiritismo, ficará para outra oportunidade. Por ora, estamos analisando apenas o que Kardec disse ou avalizou sobre o surgimento de microrganismos e animálculos.

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No  final do Capítulo 10 de A GÊNESE, Kardec volta a dizer que a teoria da geração espontânea é apenas um hipótese que pode ser confirmada ou não. Com isso, o pensador francês ficou livre de ser acusado de ter defendido, de maneira definitiva, uma tese que se mostraria equivocada.

 

 

 

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