RESUMO DAS HIPÓTESES SOBRE O PSEUDÔNIMO DE HIPÓLITO RIVAIL

Seguem, abaixo, em ordem cronológica, as hipóteses existentes sobre a origem do pseudônimo Allan Kardec, usado por Hipólito Rivail.

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Rivail teria se chamado Allan Kardec numa existência passada, vivida no Século XII, como chefe de um clã bretão.

A hipótese está na segunda edição do livro DICIONÁRIO DE PSEUDÔNIMOS, escrito por Georges D’Heilly e publicado em 1869.

Georges D’Heilly diz que coletou essa informação com o próprio Rivail.

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No prefácio de sua tradução de O LIVRO DOS ESPÍRITOS para o idioma inglês, publicada em 1875, Anna Blackwell, amiga de Rivail e Amélie Boudet, afirma que o nome Allan Kardec seria um antigo nome bretão, que teria pertencido a um antepassado da mãe de Rivail.

O pseudônimo Allan Kardec teria sido indicado pelos espíritos.

Anna Blackwell não afirma que Rivail e seu antepassado eram o mesmo espírito e não informa com quem coletou essas informações.

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Rivail teria se chamado Allan em uma encarnação e Kardec em outra encarnação.

A vida como Allan teria sido revelado pela médium Ruth Japhet. A existência como Kardec pelo médium M. Roze.

Juntando esses dois nomes, Rivail criou o pseudônimo Allan Kardec.

A hipótese está no artigo RESEARCHES ON THE HISTORICAL ORIGIN OF THE REINCARNATION SPECULATIONS OF FRENCH SPIRITUALISTS, escrito por Alexandre Aksakof e publicado no periódico THE SPIRITUALIST NEWSPAPER em 1875.

Alexandre Aksakof nada diz sobre as atividades de Rivail nessas duas existências passadas e diz ter coletado essas informações com Ruth Japhet.

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Rivail teria se chamado Allan Kardec numa existência passada, vivida na Armórica, região da Gália.

O pseudônimo Allan Kardec teria sido indicado pelos espíritos.

A hipótese está no artigo COMMENT ALLAN KARDEC – FUT AMENÉ À S’OCCUPER DE SPIRITISME, escrito por Alexandre Delanne (pai de Gabriel Delanne) e publicado no número de maio do periódico LE SPIRITISME em 1888.

Alexandre Delanne não afirma que Rivail foi um druida e diz que coletou essas informações com o próprio Rivail.

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Rivail teria se chamado Allan Kardec numa existência passada, vivida na Gália, no tempo dos druidas.

A hipótese está no livro BIOGRAFIA DE ALLAN KARDEC, escrito por Henri Sausse, cuja primeira edição foi publicada em 1910.

Essa revelação teria sido feita pelo espírito Zéfiro.

Henri Sausse não informa o nome do médium; diz que Rivail recebeu várias mensagens, enviadas de diferentes lugares, confirmando a origem do nome Allan Kardec; não afirma que Rivail foi um druida e não informa com quem coletou essas informações.

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Rivail teria se chamado Allan Kardec numa existência passada, vivida na Escócia, onde aprendeu a filosofia dos druidas.

A hipótese está no livro O MUNDO INVISÍVEL E A GUERRA escrito por Léon Denis, cuja primeira edição foi publicada em 1919.

Denis diz que Rivail obteve essa revelação através de seus guias espirituais e não informa onde coletou essas informações.

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Rivail teria sido um druida na cidade de Huelgoat, na Bretanha, região da Gália.

A hipótese está no livro O GÊNIO CÉLTICO E O MUNDO INVISÍVEL, escrito por Léon Denis, cuja primeira edição foi publicada em 1927.

A revelação teria sido feita por uma criança que era médium e participava de reuniões mediúnicas dirigidas por Denis.

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Rivail teria sido um druida chamado Allan Kardec, na Gália, no tempo de Júlio César.

A revelação teria sido feita pelo espírito Zéfiro, através das médiuns da família Baudin.

A hipótese está na série O LIVRO DOS ESPÍRITOS E SUA TRADIÇÃO HISTÓRIA E LENDÁRIA, coletânea de artigos escrita por Canuto Abreu e publicada no jornal UNIFICAÇÃO da USE em 1953.

Canuto Abreu teve acesso a vários documentos de Rivail, cedidos por Paul Leymarie (filho de Pierre-Gaëtan Leymarie, que foi companheiro de militância espírita e amigo do fundador do Espiritismo).

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Rivail teria se chamado Allan Kardec numa existência passada, vivida na Gália.

A hipótese está no livro A MISSÃO DE ALLAN KARDEC, escrito por Carlos Imbassahy, cuja primeira edição foi publicada em 1957.

Imbassahy diz que a revelação foi feita pela médium Caroline Baudin, não afirma que Allan Kardec foi um druida e parece apoiar-se na documentação de Canuto Abreu.

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Rivail teria se chamado Allan Kardec numa existência passada, vivida na Gália, na época dos druidas.

A hipótese está no livro VIDA E OBRA DE ALLAN KARDEC, escrito por André Moreil, cuja primeira edição foi publicada em 1961.

A revelação teria sido feita pelo espírito Zéfiro.

André Moreil não diz o nome do médium, não afirma que Rivail foi um druida e não informa onde coletou essas informações.

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Rivail teria se chamado Allan Kardec numa existência passada, vivida no Século IX, onde foi um chefe-de-comunidade normando, subordinado ao Duque Rollo da Normandia.

A hipótese está no livro O ESPIRITISMO escrito por Jacques Lantier, cuja primeira edição foi publicada em 1971.

Jacques Lantier diz que coletou essa informação com Paul Leymarie (filho de Pierre-Gaëtan Leymarie, que foi companheiro de militância espírita e amigo de Rivail), que teria um manuscrito do fundador do Espiritismo sobre o assunto.

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Allan Kardec seria o nome de um antepassado normando de Rivail, subordinado ao Duque Rollo da Normandia.

A hipótese está no livro OS DOMÍNIOS DA PARAPSICOLOGIA, escrito por Hubert Larcher e Patrick Ravignant, publicado em 1972.

Larcher e Ravignant não afirmam que Rivail e seu antepassado normando eram o mesmo espírito e não informam onde coletaram essa informação, mas parece terem repetido a hipótese de Jacques Lantier.

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Rivail teria se chamado Allan Kardec numa existência passada, vivida como druida, no tempo da invasão da Gália por Júlio César.

A hipótese está no artigo JOÃO HUSS NA HISTÓRIA DO ESPÍRITO, escrito por Wallace Rodrigues e publicado na revista ANUÁRIO ESPÍRITA de 1973.

A revelação teria sido feita pelo espírito Zéfiro através das irmãs Baudin.

Wallace Rodrigues não informa onde coletou essas informações.

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Rivail teria se chamado Allan Kardec numa existência passada, vivida na Gália como um druida.

A revelação teria sido feita pelo espírito Zéfiro através da médium Ruth Japhet. A hipótese está no livro A HISTÓRIA DA PARAPSICOLOGIA, escrito por Massimo Inardi e publicado em 1979.

Massimo Inardi não informa onde coletou essas informações, mas parece ter misturado os hipóteses de Henri Sausse e Alexandre Aksakof.

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Rivail teria se chamado Allan Kardec numa existência passada, vivida na Gália como druida, no tempo de Júlio César.

A hipótese está no livro ALLAN KARDEC – METICULOSA PESQUISA BIOBIBLIOGRÁFICA, escrito em três volumes por Zêus Wantuil e Francisco Thiesen e publicado em 1979.

Zêus Wantuil e Francisco Thiesen parecem se apoiar na documentação de Canuto Abreu.

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Rivail nunca revelou nada sobre a origem do pseudônimo Allan Kardec. Nem em seus livros, incluindo a compilação intitulada OBRAS PÓSTUMAS, nem na REVISTA ESPÍRITA.

No entanto, numa carta endereçada ao Sr. Tiedeman, Rivail comenta a importância do nome para ele:

“… o pseudônimo Allan Kardec guarda uma certa significação, podendo eu reivindicá-lo como próprio em nome da Doutrina. Digo mais: ele engloba todo um ensinamento, cujo conhecimento, por parte do público, reservo-me o direito de protelar…”.

Essa carta, transcrita no livro ALLAN KARDEC – METICULOSA PESQUISA BIOBIBLIOGRÁFICA de Zêus Wantuil e Francisco Thiesen (segundo volume, p. 76, FEB), fez parte do acervo de Canuto Abreu e hoje está no Museu Espírita de São Paulo.

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BIBLIOGRAFIA:

DICTIONNAIRE DES PSEUDONYMES, Georges D’Heilly, E. Dentu, 2a. edição, 1869 (disponível no site da Biblioteca Nacional da França).

THE SPIRIT’S BOOK, autoria de Allan Kardec, tradução para o idioma inglês por Anna Blackwell, Colby and Rich Publishers, edição de 1893 (disponível no site AUTORES ESPÍRITAS CLÁSSICOS).

RESEARCHES ON THE HISTORICAL ORIGIN OF THE REINCARNATION SPECULATIONS OF FRENCH SPIRITUALISTS, Alexandre Aksakof, The Spiritualist Newspaper, 1875 (tradução disponível no blog DECODIFICANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS de Vital Cruvinel).

COMMENT ALLAN KARDEC – FUT AMENÉ À S’OCCUPER DE SPIRITISME, Alexandre Delanne, Le Spiritisme, 1888  (cópia disponível com o autor deste artigo).

BIOGRAFIA DE ALLAN KARDEC, Henri Sausse, FEB, 2010.

O MUNDO INVISÍVEL E A GUERRA, Léon Denis, CELD, 1995.

O GÊNIO CÉLTICO E O MUNDO INVISÍVEL, Léon Denis, CELD, 1995.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS E SUA TRADIÇÃO HISTÓRICA E LENDÁRIA, Canuto Abreu, LFU, 1996.

A MISSÃO DE ALLAN KARDEC, Carlos Imbassahy, FEP, 1988.

VIDA E OBRA DE ALLAN KARDEC, André Moreil, EDICEL, 1977.

O ESPIRITISMO, Jacques Lantier, Edições 70, 1971.

OS DOMÍNIOS DA PARAPSICOLOGIA, Hubert Larcher e Patrick Ravignant, Edições 70, 1972.

JOÃO HUSS NA HISTÓRIA DO ESPIRITISMO, Wallace Rodrigues, Anuário Espírita, 1973.

A HISTÓRIA DA PARAPSICOLOGIA, Massimo Inardi, Edições 70, 1979.

ALLAN KARDEC,  Zêus Wantuil e Francisco Thiesen, FEB, 1979.

SOBRE O PSEUDÔNIMO DE DENIZARD RIVAIL, tese de Eugenio Lara apresentada no XXI Congresso Espírita Pan-Americano da CEPA, 2012 (disponível no blog do Instituto Cultural Kardecista de Santos).

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