BREVE HISTÓRIA DO PACTO ÁUREO – PARTE 5

O 1º Congresso Espírita Centro-Sulino realizou-se de 31/10/1948 a 03/11/1948 na cidade de São Paulo, com a presença das federativas de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

Os estados do Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Alagoas, Ceará, Rio Grande do Norte, Pará, Mato Grosso e Pernambuco enviaram representantes.

Por sugestão de Leopoldo Machado, os congressistas decidiram mudar o nome do encontro para 1º. Congresso Brasileiro de Unificação Espírita.

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O plenário do congresso ficou dividido quanto ao papel da Federação Espírita Brasileira.

Enquanto metade dos congressistas queria que a chamada Casa de Ismael assumisse a direção da dita unificação, a outra metade a criticou e propôs a criação de um conselho federativo nacional autônomo.

Após acaloradas discussões, o congresso chegou a um consenso, que não desfavorecia aqueles que defendiam um acordo com a FEB.

As deliberações foram as seguintes:

– criação do Conselho Federativo Nacional, com sede na Cidade do Rio de Janeiro (que, na época, era capital do país e distrito federal);

– o Conselho Federativo Nacional seria composto pelos representantes das federativas estaduais;

– o Conselho Federativo Nacional poderia ter independência jurídica ou ser organizado em torno de uma instituição já existente;

– a coordenação dos estudos para a criação do Conselho Federativo Nacional ficaria sob a responsabilidade da Federação Espírita do Rio Grande do Sul;

– no prazo de um ano, a FERGS deveria convocar um novo congresso para regulamentar definitivamente o funcionamento do Conselho Federativo Nacional (1).

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Seguem os nomes de algumas lideranças espíritas presentes no evento: Noraldino de Melo Castro (MG), Camilo Chaves (MG), Bady Cury (MG), Pedro Michelena (RS), Francisco Spinelli (RS), Osvaldo Melo (SC), João Ghignone (PR), Francisco Raitani (PR), Abibe Isfer (PR), Leopoldo Machado (RJ), Pedro “Vinícius” de Camargo (SP), Edgard Armond (SP), Carlos Jordão da Silva (SP), Júlio de Abreu Filho (SP),

Apolo Oliva Filho (SP), Jaime Monteiro de Barros (SP), Wilson Ferreira de Melo (SP) e Herculano Pires (SP).

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Após o congresso, Michelena e Spinelli foram ao Rio e solicitaram uma reunião com o presidente da FEB para tentar convencê-lo a hospedar o Conselho Federativo Nacional, mas não obtiveram sucesso na empreitada.

Com isso, os gaúchos regressaram ao seu estado e divulgaram um comunicado aos espíritas do Rio Grande do Sul, que dizia o seguinte em determinado trecho:

“… a Casa de Ismael incrementou de forma excepcional a propaganda gráfica da Doutrina (…). Há, entretanto, um reparo a fazer (…). A atual organização federativa não corresponde ao vulto e transcendência dos problemas (…) que aguardam soluções (…). A fórmula prática foi indicada pelo Congresso (…): a criação no Rio de Janeiro do Conselho Federativo Nacional (…). A esse órgão (…) caberá a representação do Espiritismo brasileiro”.

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BIBLIOGRAFIA:

DA UNIFICAÇÃO DOS ESPÍRITAS NO BRASIL, livro inédito de Noraldino de Mello Castro, fotocópia da datilografia original. 

 

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