DE DISCÍPULO A ADMIRADOR DE KARDEC

No último parágrafo do artigo DESERTORES E ETC, publicado neste blog em 27/08/2014, eu disse o que segue abaixo:

“Como eu discordei bastante de Kardec na análise de seu texto OS DESERTORES, é possível que alguns de vocês possam estar me classificando como um discordante radicalizado. Se o fizeram, erraram. Defino-me como um discípulo de Kardec. Mas um discípulo crítico. Embora sem a ilusão de tentar emparelhar com meu mestre em brilhantismo. Basta-me demonstrar minhas divergências com ele.”

No entanto, refletindo sobre o que eu mesmo escrevi, cheguei à conclusão de que não sou mais um discípulo (crítico) de Allan Kardec, mas um admirador do pensador francês, de seu trabalho e de sua obra.

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As minhas discordâncias com Kardec não são maiores que minhas concordâncias, mas já são numericamente suficientes e filosoficamente representativas para que eu não mais me considere um adepto (crítico) do professor lionês.

Com isso, também decidi, por uma questão de honestidade e coerência ideológica, não me qualificar mais como espírita, porque esse título deve estar reservado aos discípulos de Kardec — sejam críticos ou não críticos — ou àqueles que reivindicam o termo por também lidarem com espíritos, como é caso dos roustainguistas, ramatisistas, alguns umbandistas e outros.

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O que isso muda para mim?

Para mim, acredito que muda para melhor, pois não me sentirei mais constrangido em ser um espírita estranho, que vive discordando de Kardec e de outros luminares espíritas.

Agora, serei apenas alguém que admira o esforço de Kardec e acha que a melhor parte da sua obra tem que ser preservada, aproveitada e desenvolvida.

Sendo assim, continuarei a ler e estudar Kardec e publicar minhas esforçadas análises neste singelo blog.

Por extensão óbvia, também continuarei analisando a produção dos pensadores espíritas e o multifacetado movimento humano que procura representar Kardec na crosta do planeta.

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O que isso muda para os outros?

Acredito que alguns espíritas vão mudar a maneira como me veem e se relacionam comigo.

Finalizando, informo que tenho absoluta consciência da minha diminutíssima importância (quase zero)  no âmbito do movimento espírita nacional.

Só estou comunicando formalmente minha decisão porque tenho verdadeira obsessão pela clareza ideológica.

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