A GESTÃO DE FRANCISCO THIESEN – PARTE 1

Em agosto de 1975, Francisco Thiesen assumiu a presidência da FEB decidido a ser o antípoda de seu antecessor, Armando Assis, cujo programa doutrinário estava assentado no polêmico ensaio O ATALHO de Luciano dos Anjos (1).

Sob o comando de Thiesen, a FEB voltou a aceitar idéias e práticas consagradas pelos centros e federações estaduais e buscou aproximação e diálogo com alguns setores do movimento espírita. Abaixo, segue um resumo dessas medidas, conforme pesquisa feita no REFORMADOR de 1976 a 1986:

– reabertura do Departamento de Infância e Juventude da FEB;

– comparecimento da FEB ao VI Congresso Brasileiro de Jornalistas e Escritores Espíritas;

– visita ao Instituto de Cultura Espírita do Brasil, dirigido por Deolindo Amorim;

– realização do I Encontro Nacional sobre Evangelização Espírita Infanto-Juvenil;

–  intercâmbio com as instituições espíritas estrangeiras;

– pronunciamento mostrando a diferença entre a Umbanda e o Espiritismo;

– lançamento da Campanha Nacional de Evangelização Infanto-Juvenil;

– patrocínio do VII Congresso Brasileiro de Jornalistas e Escritores Espíritas, em conjunto com a recém-fundada ABRAJEE – Associação Brasileira de Jornalistas e Escritores Espíritas;

– criação de um quadro especial no CFN para agrupar as entidades especializadas de âmbito nacional;

– participação nos encontros da CEPA – Confederação Espírita Pan-americana;

– lançamento da Campanha de Estudo Sistematizado do Espiritismo;

– apresentação de sugestão à Assembléia Nacional Constituinte;

– realização do Congresso Espírita Internacional;

– convite para Cecília Rocha, Altivo Ferreira e Nestor Masotti integrarem a diretoria da FEB;

– aceitação ao uso de cartazes nos centros e federações;

– aceitação de apresentações artísticas nos centros e federações.

Apesar de ter implementado uma plataforma mais consensual, Thiesen manteve a FEB fechada na defesa e divulgação de OS QUATRO EVANGELHOS de J.B. Roustaing, obra rejeitada pela quase totalidade do movimento espírita brasileiro.

Em 1982, a FEEES – Federação Espírita do Estado do Espírito Santo, cujo presidente era Gélio Lacerda, defendeu a transformação do CFN em confederação. O fato se deu numa reunião do próprio conselho. Entretanto, Thiesen não acatou a proposição, afirmando que os passos para a criação de uma confederação espírita brasileira devem ser trilhados fora do CFN, pois esse conselho faz parte da FEB  (3).

NOTAS:

(1) REFORMADOR, janeiro, março, maio, novembro e dezembro de 1973 (disponíveis no site da FEB).

(2) REFORMADOR, dezembro de 1982, p. 38 (disponível no site da FEB).

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