OS ESPÍRITAS LAICOS E A CAMPANHA PELA ESPIRITIZAÇÃO

No final da década de 70 do século passado, a UMES – União Municipal Espírita de São Paulo estava sob o comando de um grupo de espíritas laicos. Os espíritas autodenominados laicos são os espíritas que não aceitam que o Espiritismo seja uma religião ou tenha um aspecto religioso.

Através do jornal ESPIRITISMO E UNIFICAÇÃO, órgão da UMES, os espíritas laicos começaram uma campanha pela espiritização do movimento espírita brasileiro, que combatia a carolice vigente.

Em 1986, os espíritas laicos concorreram à presidência da USE – União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo com a chapa UNIFICAÇÃO  e perderam para a chapa TRÍPLICE ASPECTO, que, segundo consta, contava com a simpatia da FEB.

No ano seguinte, em decorrência da agressiva oposição de um grupo minoritário de espíritas que defendiam o aspecto religioso do Espiritismo, os laicos decidiram renunciar à direção da UMES, para a qual tinham sido reeleitos por expressiva margem de votos, e fundaram o jornal ABERTURA e a editora LICESPE para continuarem a defender suas idéias. Hoje, a corrente laica continua forte e atuante em todo o território nacional.

Adendo: eu prefiro chamar os espíritas laicos de espíritas arreligiosos por considerar que o conceito de  laicismo tem mais que ver com a postura político-administrativa de separar governo e religião na administração de um país.

 

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