A MACUMBA E A UMBANDA

No idioma banto, macumba era o nome de um determinado tipo de atabaque.

No caldeirão cultural da cidade do Rio de Janeiro, todos os cultos africanistas e afro-indígenas que usavam atabaques acabaram sendo chamados genericamente de macumba, assim como suas práticas de magia. Os praticantes da macumba foram chamados de macumbeiros.

Em 1908, o espírito Caboclo das 7 Encruzilhadas fundou oficialmente a religião de Umbanda (*), preconizando um culto mais “europeizado”, mais próximo do Espiritismo kardequiano e mais distante das cultos  africanistas e afro-indígenas. Entretanto, os participantes dos cultos mais africanizados e indigenados, em busca de maior aceitação social, também passaram a chamar suas reuniões de Umbanda, dando ensejo à existência de duas correntes umbandistas, uma mais próxima do modelo do Caboclo das 7 Encruzilhadas e outra mais distante.

Em tempo: na atualidade, a Umbanda ainda é chamada de macumba por desconhecimento, preconceito ou má intenção.

Adendo: meu interesse na Umbanda são suas conexões e desconexões com o Espiritismo kardequiano.

NOTA:

(*) Segundo o dicionário KIMBUNDU-PORTUGUÊS de Antônio de Assis Junior (Editora Argente, Santos & Cia Ltda, Luanda, Angola, 1967), a tradução de umbanda é magismo, arte de encantar, arte de curar. O idioma quimbundo era falado pela quase totalidade de nossos antigos escravos negros de origem banto, que eram muito numerosos na cidade do Rio de Janeiro.

BIBLIOGRAFIA:

UMBANDA NÃO É MACUMBA, Alexandre Cumino, Madras Editora, 2015.

 

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